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Oncoclínicas pede extensão de prazo para juros de CRIs e debêntures; conselho cai

A Oncoclínicas levará a assembleia de credores nesta semana um pedido de ‘standstill’, a prorrogar o pagamento de remuneração de debêntures e CRIs, de abril para junho.

A solicitação ocorre em meio a uma crescente pressão financeira sobre a empresa especializada em tratamento de câncer, hematologia e radioterapia, que está prestes a reestruturar suas dívidas.

Na proposta encaminhada aos credores privados, a Oncoclínicas pede que o pagamento dos juros de debêntures, que vencem na próxima segunda-feira (13) seja adiado para 1 de junho.

Ao mesmo tempo, a empresa também pede uma extensão do prazo para pagar os juros de CRIs (recebíveis imobiliários), de 15 de abril para 3 de junho. Em ambos os casos, a Oncoclínicas propõe pagar os juros do período do adiamento.

Se aprovada, a proposta livra a companhia do resgate antecipado, direito contratual garantido aos credores em situações em que a emissora não honrar o pagamento previsto de remuneração.

Anteriormente, a empresa já havia pedido um waiver, consentimento para eventual descumprimento da cláusula contratual (covenant) que determina o cumprimento do índice financeiro dívida líquida/EBITDA de 3,5 vezes ao final de 2025,

No final de setembro de 2025, a Oncoclínicas tinha R$ 4,09 bilhões de dívida líquida e 4,2 vezes dívida líquida/EBITDA. Da dívida total de R$ 4,38 bilhões no final, os CRIs somavam R$ 1,52 bilhão e as debêntures, R$ 2,29 bilhões, ou mais de 86% do total.

Em novembro de 2025, a companhia anunciou a conclusão do aumento de capital de R$ 1,4 bilhão. Com isso, a alavancagem pro forma, após o aumento de capital, caiu para 3 vezes a dívida líquida/EBITDA.

O aumento de capital contou com grande adesão de debenturistas que aceitaram converter parte de sua dívida em ações, segundo uma fonte.

Assembleia de credores

Agora, a assembleia de credores da Oncoclínicas para votar a proposta de adiamento de juros de debêntures e CRIs acontecerá na quinta-feira (9).

Simultaneamente, esses investidores, que detêm cerca de R$ 3,8 bilhões em debêntures e CRIs da Oncoclinicas, contrataram o Houlihan Lokey como assessor financeiro e a Padis Advogados como representante legal para assessorá-los no caso, como adiantou o Crédito Privado 360 na semana passada.

Em meio à crescente pressão sobre a empresa, Marcelo Gasparino renunciou na segunda-feira como presidente do conselho de administração da empresa.

Devido a regras estatutárias previstas na eleição para o posto, a saída de Gasparino implica a destituição de todos os demais membros do conselho da Oncoclínicas, segundo fato relevante divulgado nesta terça-feira.

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