A Solis, uma das maiores gestoras de FIDCs do país, vê chances de multiplicar o patrimônio sob gestão nos próximos anos acessando emissores de maior porte do Pátria Investimentos.
Este foi um dos recados dos sócios-fundadores da Solis, Delano Macedo e Ricardo Binelli, em entrevista no podcast Crédito Privado 360.
‘O próprio Pátria tem uma quantidade de empresas que ele investe, tem uma quantidade de relações gigantescas no mercado. E muita coisa bate na porta do Pátria, mas que não necessariamente é o foco deles de crédito”, disse Macedo.
Um dos maiores gestores de ativos alternativos da América Latina, com cerca de R$ 320 bilhões, sob gestão, o Pátria acertou a compra de 51% da Solis em novembro passado.
Com isso, a Solis agora tem chances de fazer FIDCs para empresas do ‘andar de cima’, clientes do Pátria que já acessam o mercado de capitais com outros instrumentos, como debêntures e fundos imobiliários.
“A gente viu do lado da originação e da sinergia potencial que existia, uma geração de operações maior de possibilidade de negócio para a gente explorar”, disse Delano.
Isso pode antecipar o horizonte da Solis, que já era o de dobrar o tamanho de seu patrimônio sob gestão, para R$ 60 bilhões em 2028.
Clamor por barra mais alta
Na entrevista, os executivos também defenderam um aperto da regulação sobre o mercado de FIDCs.
Segundo Delano e Binelli, alguns players do mercado não têm sido tão diligentes na divulgação de informações obrigatórias para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
“Por que nós estamos pregando a supervisão? Porque a gente perde negócios para concorrentes nossos que vão apresentar propostas de preço de gestão que não tem como permitir se atender o que a regulação prescreve”, disse Binelli.
As declarações acontecem num momento de franca expansão do mercado, mas também de sucessivos relatos de atrasos e informações incorretas na divulgação de informações obrigatórias por parte dos gestores.
Apesar disso, os sócios da Solis se mostraram contrários à proposta do governo federal de passar algumas responsabilidades regulatórias hoje atribuídas à CVM para o Banco Central. Em vez disso, pediram maior fortalecimento para a estrutura da CVM>
“Falar do trabalho da CVM quando, na realidade, não tem o investimento necessário, não é justo”, disse Delano.
“Será que (ao passar mais atribuições ao BC) você não vai travar o desenvoolvimento do mercado de capitais de forma errônea?”, complementou.
Assista à entrevista completa a seguir:



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