Para aqueles que estão atentos ao juro brasileiro na máxima em 20 anos, pode ser oportuno revisar um relatório da Moody’s. De acordo com a agência de classificação de risco, pelo menos seis riscos rondam o mercado de crédito privado em 2026 globalmente.
Esses exemplos ressaltam apenas uma seleção de choques potenciais, uma vez que diversos riscos econômicos, tecnológicos e climáticos podem surgir de maneira inesperada.
Confira:
Tensões geopolíticas
À medida que a polarização política se torna uma característica duradoura do cenário geopolítico, há um risco crescente de um evento específico desencadear choques que rapidamente se espalhariam pelos mercados de crédito por meio de prêmios de risco mais elevados e estresse financeiro.
Ressurgimento da inflação nos EUA
Com a transição de liderança no Federal Reserve (Fed) dos EUA, caso a tendência de queda da inflação seja interrompida ou revertida, existe o risco de as expectativas de inflação se tornarem desancoradas, impulsionando a volatilidade dos rendimentos e distorcendo os preços do crédito.
Correção de preços das ações de inteligência artificial
Uma correção tecnológica baseada em IA atingiria startups , semicondutores, ativos de data center e imóveis comerciais de hubs de tecnologia. Isso poderia também provocar um aperto das condições de financiamento e um enfraquecimento do crescimento econômico, segundo a Moody’s.
Aumento o uso da IA pode impulsionar perda de empregos
Os ganhos rápidos de eficiência impulsionados pela IA podem desencadear demissões em larga escala de funcionários administrativos, enfraquecendo a demanda e as receitas fiscais, ao mesmo tempo em que sobrecarregam as finanças públicas e aumentam a instabilidade social e política.
Possível contágio de eventos de crédito
Uma queda generalizada na qualidade dos ativos revela fraquezas estruturais no crédito privado, juntamente com recuperações menores.
O contágio por meio de seguradoras, bancos e fundos híbridos pode aumentar os prêmios de risco de forma mais ampla, à medida que o apetite pelo risco dos investidores diminui, afirmou a agência.
Pico dos rendimentos soberanos
As fragilidades fiscais e necessidades recordes de refinanciamento estão elevando os prêmios e acentuando as curvas nas principais economias avançadas. Para a Moody’s, uma pressão persistente sobre o rendimento restringiria as condições financeiras e impactaria o crescimento global.
O documento possui um espectro global, podendo, assim, somar-se aos já conhecidos riscos internos, como os fiscais e aqueles relacionados à corrida eleitoral deste ano.

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